Vim de longe, vim da Guiné
Vim de longe, vim do verde do mato, do vermelho da terra, do azul do céu e mar;
Vim de um povo sofredor, mas esperançoso, de um povo movido pela simplicidade, humildade e caridade.
A minha menina é desesperadamente alegre, mas ao mesmo tempo carente. Com uma ternura míngua, só fomos capazes de relatar a sua dor, mas impotentes o suficiente para afastá-la do abismo, incapacitados para alimentá-la ou limpar as suas lacunas de lágrimas.
Viemos do nada, percorremos o caminho incerto do sucesso, chorando o suor, na expectativa de sair do "nada". Mesmo que tenhamos de aceitar mil "não's", de esquecer a voz e o cheiro dos nossos entes, de empinar, para mais tarde erguer, que assim seja, mas que voltemos com tudo!
Que voltemos com as mãos cheias e joelhos fincados de perdão.
Neisa Medina
Vim de um povo sofredor, mas esperançoso, de um povo movido pela simplicidade, humildade e caridade.
A minha menina é desesperadamente alegre, mas ao mesmo tempo carente. Com uma ternura míngua, só fomos capazes de relatar a sua dor, mas impotentes o suficiente para afastá-la do abismo, incapacitados para alimentá-la ou limpar as suas lacunas de lágrimas.
Viemos do nada, percorremos o caminho incerto do sucesso, chorando o suor, na expectativa de sair do "nada". Mesmo que tenhamos de aceitar mil "não's", de esquecer a voz e o cheiro dos nossos entes, de empinar, para mais tarde erguer, que assim seja, mas que voltemos com tudo!
Que voltemos com as mãos cheias e joelhos fincados de perdão.
Neisa Medina
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